segunda-feira, 21 de março de 2011

Introdução

Caros leitores:
Histórias de vampiros sempre foram contadas desde o início dos tempos. Graças ao senhor Stoker em seu romance Drácula, o vampiro se consagrou como um sanguinário, porém romântico imortal em busca da alma perdida de sua amada. Se alimentando de sangue humano e dormindo em um caixão durante o dia.
O interessante é que muitos realmente acreditam que vampiros existem e outros desejam ser como eles, imitando suas roupas pretas com capas, seu conflito existencial, sua inadequação em um mundo moderno, sua palidez, seu gosto por sangue e sua identificação por cemitérios e ao universo gótico.
Infelizmente, com todo o tempo que rodei por esse planeta, tudo que vivi e aprendi desde os tempos em que era apenas um garoto é que vampiros com caninos longos que mordem na jugular de suas vítimas para beber seu sangue, que vagam pela noite e dorme em caixões durante o dia, que temem crucifixos, alho e igrejas, ou que podem ser mortos com uma estaca no coração, estes não passam de frutos da imaginação do nobre escritor, que os fez assim por julgar a melhor forma para se contar uma boa história de terror, com muito sangue, culpa e pecado. E ele estava certo, pois seu romance ainda é a principal referência literária sobre o tema.
Salvo a licença poética do autor, existem algumas verdades em seu livro sobre nós, como por exemplo, não somos do tipo de ser que caminham sobre a luz do sol. Não que o astro luminoso tenha o poder sobrenatural de nos transformar em pó, como já vi tantas vezes no cinema. Mas porque, depois que nos tornamos o que somos, nossa visão se modifica enormemente, se adaptando a escuridão de tal forma que luzes intensas, como a do sol, podem ofuscar completamente nossa visão, causando grande desconforto e ardência nos olhos durante e após a exposição.
O que quero dizer com isso tudo é que, assim como os outros da minha espécie, não gosto de ser chamado de vampiro, mas sem dúvida sou da espécie que deu origem a todas essas lendas e muitos desses mal-entendidos envolvendo os temíveis vampiros. Mesmo assim, perceberão semelhanças entre os de minha raça com os amados vampiros românticos conforme conto minhas histórias.

Virgílio de Acula